Filosofia

A psicologia sofreu grandes transformações ao longo dos séculos, pode-se dizer que ela se iniciou como filosofia, mas somente ao final do século XIX que se tornou uma ciência. Para melhor entendimento, separaremos ambas:

A Filosofia é um ramo do conhecimento que pode ser caracterizado de três modos: seja pelos conteúdos ou temas tratados, seja pela função que exerce na cultura, seja pela forma como trata tais temas. Com relação aos conteúdos, contemporaneamente, a Filosofia trata de conceitos tais como bem, beleza, justiça, verdade. Mas, nem sempre a Filosofia tratou de temas selecionados, como os indicados acima. No começo, na Grécia, a Filosofia tratava de todos os temas, já que até o séc. XIX não havia uma separação entre ciência e filosofia. Assim, na Grécia, a Filosofia incorporava todo o saber. No entanto, a Filosofia inaugurou um modo novo de tratamento dos temas a que passa a se dedicar, determinando uma mudança na forma de conhecimento do mundo até então vigente.

A psicologia é a ciência que estuda os processos mentais (sentimentos, pensamentos, razão) e o comportamento humano e animal. Cabe à psicologia estudar questões ligadas à personalidade, à aprendizagem, à motivação, à memória, à inteligência, ao funcionamento do sistema nervoso, e também à Comunicação Interpessoal, ao desenvolvimento, ao comportamento sexual, à agressividade, ao comportamento em grupo, aos processos psicoterapêuticos, ao sono e ao sonho, ao prazer e à dor, além de todos os outros processos psíquicos e comportamentais não citados.

O inicio da união entre a filosofia e a psicologia, foi com Platão que desabrochou a primeira e verdadeira raiz da psicologia, quando descobriu que o homem não era constituído somente de corpo físico, mas, que nele existiria algo imaterial. Esse algo imaterial recebeu o nome de alma, mente ou psiquismo. Surge então a divisão entre mente e corpo. Mesmo sabendo que os fenômenos corporais e fisiológicos são distintos dos psicológicos, hoje se considera que o homem é uma única coma de corpo e mente.

Outro grande filósofo que pode ser citado é Aristóteles, que dá origem ao empirismo (sabedoria adquirida por percepção), e as preocupações dos empiristas foram o objeto de estudo básico da psicologia que tinham como princípios: o processo da sensação, a análise da experiência consiste nos elementos, as experiências mentais mediante o processo da associação e os processos consistentes. Aos pensamentos de Aristóteles encontram-se estudos sobre sensação, sentidos, memória, sono, geriatria, extensão e brevidade da vida, juventude e velhice, vida e morte.

Todos esses pontos, e de certa forma decorrente da distinção entre corpo e alma, foram retomados pela idade moderna e estão mais atuais do que nunca nos estudos da psicologia. Isso mostra o quanto ideias e estudos dos filósofos da idade antiga, formaram a característica da psicologia e perpetuam nas existentes linhas da psicologia atual. Correto? Não, é mentira!

Isso é o que deveria ser feito, mas não é aplicado na  prática. No mundo contemporâneo é possível se formar em psicologia sem se obter contato com a filosofia, apesar de ser peça fundamental.

O modelo da psicologia atual é muito recente, o que nos obriga a pensar na filosofia de certa maneira histórica, não que não seja importante, mas ao longo dos últimos dois séculos, a psicologia ao se “graduar” como ciência, se afastou tanto intelectualmente quanto institucionalmente da sua mãe filosofia, o que acabou causando o isolamento mutuo de ambas.

O problema é em que a medida pode a psicologia caminhar sem a reflexão sobre os fundamentos filosóficos que a sustentam? Esta reflexão não pode ficar ausente. Quando o psicólogo toma consciência de seus compromissos teóricos e das consequências que eles podem gerar, isso vai fazer o diferencial diante suas pesquisas e práticas profissionais.

A filosofia tem o papel de ser instrumental para o estudante de psicologia ou psicólogo a ter mais rigor em atos profissionais e também pessoais, para fim de evitar “movimentos mecânicos”, de que toda atitude de certo indivíduo deve ser interpretada de forma exata, sem estar aberto a novas ideias e perguntas sem uma provável resposta.

(2013, 04). A relação entre a psicologia e a filosofia. Retirado 04, 2013, de TrabalhosFeitos.com.

[fbcomments]