Aristóteles

Aristóteles foi discípulo e opositor de Platão, afirmando que a criança não nascia com essa bagagem de conhecimento oculta vinda do mundo das ideias, vindo como um papel em branco, onde nada foi escrito, como uma “tabula rasa”, mas ao longo da vida o conhecimento era adquirido com as experiências de vida e sentidos, as sensações seriam o elemento mais simples e primitivo do conhecimento. Aristóteles tinha uma visão sobre o dualismo ultrapassando seu mestre, afirmando que a mente e o corpo são indivisíveis como forma e matéria. Ao que se conhece, ele foi o primeiro a escrever tratados sistemáticos de psicologia, em sua obra “A respeito da mente”.

Existiram outros filósofos no antropocentrismo, porém Sócrates, Platão e Aristóteles são os filósofos que marcaram este período, claro, sem tirar o valor dos outros (Zenão e Epicuro) que desenvolveram duas correntes filosóficas, defendidas pelos estóicos e epicuristas, merecendo serem referenciados pela maneira de sugerir a aplicação prática da psicologia, seguindo os conceitos de Platão, do mundo ideal como o das ideias (alma) e imperfeito o mundo material, o desejo e os sentidos (corpo), nasceram destes dois filósofos citados acima essas duas correntes filosóficas, a pedagogia da Essência, que tem como objetivo realizar o que o homem deve ser, vir a ser, fazendo sempre referência a um ideal, à razão. Esta essência deve determinar como a pessoa deve ser, este ideal só seria encontrado através da educação, meio que direciona o homem a este caminho. Já a pedagogia da Existência, defende que o homem deve viver o aqui e agora, buscar a felicidade, esta concebe o homem concreto, individualizado, como parte do seu tempo e de seu espaço, o homem é tomado como ele é e não como deverá ser, vive em busca de felicidade e tranquilidade, diga-se que a lógica levou aos filósofos com estas idéias chegar a um consenso em que o sábio encontra um equilíbrio entre o essencialismo e o existencialismo (FREIRE, 2014).

Referências:

FREIRE, Izabel Ribeiro. Raízes da Psicologia/Izabel Ribeiro Freire, 14. Ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2014.