Platão

Platão foi o mais ilustre aluno de Sócrates, sendo também seu intérprete, ele acrescia dentre os ensinamentos de Sócrates que a alma vinha de um mundo ideal e perfeito antes de encarnar, a alma estava então no mundo das ideias, temos acesso a todas as ideias, porém ao encarnar as esquecemos, sendo assim o corpo um invólucro para o conhecimento, e tudo que se aprendia aqui em vida, nada mais era do que trazer as ideias novamente a consciência, lembrando o que está dentro e não com o que está fora.

Ele afirma que o homem era um ser dualista, composto de mente x corpo, visão esta que é tida como a raiz mestra da psicologia, e que quando a alma se unia ao corpo ela tem três partes, a sensual, afetiva e racional, que são classes cada uma com uma população de pessoas, esta classificação seria nomeada pela Educação, Platão reconhecia as diferenças individuais e reconhecia a necessidade de aplicar uma educação mais liberal, também sugeria que a virtude é superior aos desejos materiais.

Esta classificação trouxe a desvalorização do trabalho operacional, deixando a importância para o homem intelectual, fragmentando o homem em que o corpo e a mente trabalham de maneira autônoma. Seu conceito de que o mundo ideal, mundo material, o imperfeito, desejo e sentidos fizeram nascer duas correntes filosóficas e pedagógicas, a pedagogia da Essência, com o objetivo de que o homem deve ser, vier a ser referindo a um ideal, a essência deve determinar como que a pessoa deve ser, e o ideal só se encontra através da educação, pois te guiará a este caminho. A pedagogia da Existência o homem tem como objetivo a busca da felicidade, vive o momento, o agora, sendo tomado exatamente fora dos conceitos de que ele não deverá ser assim (FREIRE, 2014).

Referências:

FREIRE, Izabel Ribeiro. Raízes da Psicologia/Izabel Ribeiro Freire, 14. Ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2014.